Os residentes no Parque Nacional da Peneda-Gerês prometem fazer "uma guerra" ao Plano de Ordenamento da estrutura se não forem retiradas normas que impedem a sua livre circulação no território.
O presidente da Junta de São João do Campo (Terras de Bouro), António Pires, acusa o Parque Nacional de querer impedir a livre deslocação dos moradores, limitando-a aos casos em que existem colmeias ou outras actividades agrícolas, como o pastoreio.
"No que é nosso ninguém nos vai impedir de circular", afirmou, avisando que as populações estão a preparar "uma forte contestação ao Plano".
A discussão pública do Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês, que começou dia 20 e se prolonga até 2 de Dezembro, inclui sessões públicas de apresentação do documento às populações.
António Pires, que integra a Comissão de Acompanhamento do Plano, considera, também, "inadmissível" que os moradores sejam obrigados a pagar taxas a "preços altíssimos", defendendo que deveria ser feito um Estatuto do Residente, contemplando, entre outras vertentes, a dispensa de pagamento de taxas.
O autarca considera, também, inaceitável que o Parque Nacional queira proibir a exploração de equipamentos eólicos.