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Foto: Darrin Zammit Lupi/Reuters (arquivo)
A segunda expedição será ao Kilimanjaro, em Dezembro deste ano
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Resposta a HV
Por JAS - Lisboa
Além dos ‘empresários’, a equipa do Ice Care é constituida por 2 engenheiros do ambiente, e suportada em regime de consultoria externa, por uma pessoa licenciada em Ciência Geofísica e Meteorologia, com Mestrado pela Universidade de Southampton, cujo tema do projecto de mestrado foi: Use of satellite images for climate studies, with special emphasis on studies of impacts of climate change.
O projecto foi ainda avaliado por consultores da UNESCO que validaram a escolha dos 5 glaciares (incluindo o do Kilimanjaro), nomeadamente pelo coordenador do documento: Case Studies on Climate Change and World Heritage.
E já agora, uma citação do mesmo documento:
The glaciers on Mount Kilimanjaro have been persisting for over at least 10,000 years. But as a result of the combined effect of global climate change and modification of local practices (including changes of land use), they lost 80% of their area during the twentieth century.
Espero que isto traga alguma clarividência às suas opiniões.
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esclarecimento
Por JAS - Lisboa
Caro HV,
Além dos ‘empresários’, a equipa do Ice Care é constituida por 2 engenheiros do ambiente, e suportada em regime de consultoria externa, por uma pessoa licenciada em Ciência Geofísica e Meteorologia, com Mestrado pela Universidade de Southampton, cujo tema do projecto de mestrado foi: Use of satellite images for climate studies, with special emphasis on studies of impacts of climate change.
O projecto foi ainda avaliado por consultores da UNESCO que validaram a escolha dos 5 glaciares (incluindo o do Kilimanjaro), nomeadamente pelo coordenador do documento: Case Studies on Climate Change and World Heritage.
E já agora, uma citação do mesmo documento:
The glaciers on Mount Kilimanjaro have been persisting for over at least 10,000 years. But as a result of the combined effect of global climate change and modification of local practices (including changes of land use), they lost 80% of their area during the twentieth century.
Espero que isto traga alguma clarividência às suas opiniões.
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Comentário
Por HV - Coimbra
Mesmo depois de tanta explicação sobre a origem do desaparecimento das neves do Quilimanjaro serem fenómenos de sublimação e não as variações de temperatura em escalas climáticas, ainda há quem se fique surpreendido e chocado (com gambozinos). Mas devia dar-se uma certa tolerência à estupidez destes indivíduos, porque quem é que espera empresários (ou mesmo jornalistas) perceberem alguma coisa de ciência?
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| Comentários 1 a 4 de um total de 3 |
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Grupo de cidadãos portugueses vai escalar cinco glaciares para mostrar alterações climáticas 30.04.2009
Helena Geraldes
A imagem da neve do Kilimanjaro a desaparecer chocou José Maria Abecasis Soares, um empresário português na área do software. Este foi o ponto de partida do projecto ICE CARE, através do qual um grupo de cidadãos portugueses se propõe escalar, de 2009 a 2012, cinco glaciares para mostrar que o aquecimento global já está em marcha. O primeiro destino é a Suíça. A partida está marcada para 18 de Junho.
A ideia surgiu numa conversa com um amigo habituado a fazer escalada de montanhas. “Pensámos ir ao Kilimanjaro e estávamos a combinar datas quando ele me disse que era melhor irmos o mais cedo possível porque mais tarde já não haveria neve”, contou José Maria Abecasis Soares, ao PÚBLICO.
“Fiquei surpreendido com aquilo”, reconheceu. Até porque era uma pessoa que “não tinha um único comportamento ecológico” mais ambicioso do que o fechar a torneira ao lavar os dentes.
Abecasis Soares começou a investigar e aprendeu que o Kilimanjaro deverá deixar de ter glaciares em 2015 ou 2020. “Tomei consciência de que o aquecimento global já está a acontecer (...). O recuo dos glaciares não é uma projecção para 2050, está a acontecer”.
Começou a tomar forma a ideia de ir até lá e “trazer testemunhos”. “De um glaciar, passámos a pensar em cinco”. E depois pensaram que “seria interessante falar com as populações locais que já estão a sofrer as consequências”.
A primeira expedição arranca a 18 de Junho e terminará no final desse mês. Abecasis Soares, José Diogo Tavares, Nuno Frazão e um médico cujo nome ainda não é conhecido vão partir da sede da Unesco em Paris. Daqui seguirão para a Suíça, em bicicleta, em direcção ao maior glaciar da Europa, o Jungsrau. Este glaciar está a recuar 800 metros por ano, disse Abecasis Soares. “Vamos descer o glaciar, a pé. Quando chegarmos ao seu limite inferior, vamos registar esse ponto num GPS que colocaremos online. O objectivo é que todos os anos no mesmo mês seja feito esse registo. Assim poderemos seguir, em directo, o recuo do glaciar”, explicou.
A segunda expedição será ao Kilimanjaro, em Dezembro deste ano. “Partiremos de Nairobi, parte da expedição ficará com as populações locais no sopé da montanha e a outra vai escalar”.
O projecto ICE CARE, que conta com o patrocínio do Meo e inúmeras parcerias para sustentar os custos, quer ainda compreender melhor as mudanças no dia-a-dia das populações. “O degelo no Kilimanjaro está já a afectar as populações locais, nomeadamente as suas reservas de água doce, que dependem 25 por cento dos glaciares”.
Em 2010 está marcada uma expedição a um glaciar no Peru, em 2011 à Gronelândia e em 2012 ao Nepal.
A apresentação pública do projecto ICE CARE acontecerá esta segunda-feira, em Lisboa.
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A Galp Energia lançou em Março o Programa de Mobilidade Sustentável, um projecto a longo prazo que numa primeira fase, dará destaque à mobilidade sustentável.
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Veja aqui como
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Este ano, o Carnaval de Loures é dedicado ao tema "Ecologia". De 14 a 16 de Fevereiro, 1500 figurantes e 15 carros alegóricos vão levar às ruas da cidade a água, o fogo, o ar, a terra e os animais que habitam na Terra. É um convite a uma viagem ao mundo natural, desde as florestas mais exuberantes até às quentes savanas africanas. |
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