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Foto: Steve Crisp/Reuters
O fórum reuniu os 17 países mais poluidores do planeta

Clima: Greenpeace diz que reunião do Fórum das Grandes Economias foi uma “perda de tempo”
29.04.2009
PÚBLICO

O primeiro encontro do Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima, realizado em Washington de 27 a 28 de Abril, foi uma “perda de tempo”, na opinião da organização ecologista internacional Greenpeace.

“Mais dois dias gastos: já só faltam 222”, disse a directora da campanha climática da Greenpeace nos Estados Unidos, Carroll Muffett.

Este Fórum reuniu à mesma mesa os 17 países mais poluidores do planeta para discutirem o futuro da política climática mundial. Convocado pela administração Obama, este encontro é tido como uma forma de acelerar e facilitar a chegada a consensos na conferência de Copenhaga, em Dezembro. Daqui espera-se que saia o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

“Infelizmente, apesar de os últimos dois dias terem trazido uma retórica inspiradora (...) fez-se muito pouco no sentido de um verdadeiro progresso”, comentou Muffett, em comunicado enviado esta manhã ao PÚBLICO.

No lançamento do fórum, a secretária de Estado Hillary Clinton reconheceu que as alterações climáticas representam um “perigo claro e actual para o nosso mundo”.

Mas o repto lançado por Clinton, para que fossem geradas “iniciativas concretas” que os líderes possam considerar na reunião do G8 em Itália, em Julho, ficou sem resposta.

“Apesar de quererem mostrar liderança, os Estados Unidos ainda não se comprometeu com reduções das emissões a curto prazo, algo do qual depende um acordo em Copenhaga. Em vez disso propõem compromissos a longo prazo que são insuficientes para evitar as alterações climáticas”, acrescentou a dirigente ecologista.

Na sua opinião, os líderes destes países deveriam ter-se aproximado de uma declaração de intenções de redução ambiciosa de emissões a curto prazo. “Deveria ter sido ultrapassada a retórica Norte-Sul que tem empatado as negociações até agora”.

“Infelizmente, o fórum não apresentou caminhos aos países em desenvolvimento para um crescimento mais limpo e não avançou nenhum apoio financeiro ou técnico dos países desenvolvidos”.

  
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