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Foto: Larry Downing/Reuters
David Bookbinder considera que Obama leva a questão das alterações climáticas muito a sério

Estados Unidos reúnem grandes economias para preparar acordo climático da ONU
24.04.2009
Reuters

Os Estados Unidos esperam assumir as rédeas dos esforços internacionais para combater as alterações climáticas na próxima semana, quando os representantes das 16 maiores economias - incluindo a União Europeia e a ONU - se reunirem em Washington, de 27 a 28 de Abril, para facilitar o consenso sobre o sucessor do Protocolo de Quioto.

A Casa Branca considera a reunião, convocada por Barack Obama no mês passado, um fórum para conseguir consensos alargados, a tempo da conferência de Copenhaga, em Dezembro, de onde deverá sair o protocolo do clima do futuro.

O Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima retoma uma iniciativa do tempo de George W. Bush. Mas a administração actual faz questão de salientar as diferenças.

“Obviamente, a administração Bush tinha uma abordagem completamente diferente da nossa quanto a esta questão”, comentou Todd Stern, enviado especial norte-americano para as Alterações Climáticas, acrescentando que Obama quer enriquecer o fórum com mais substância.

“Eles não estavam propriamente à procura de um acordo internacional”, disse, referindo-se à administração Bush. “Nós procuramos um acordo internacional e uma cooperação significativa”, acrescentou.

Bush começou o fórum das maiores economias em 2007 mas a iniciativa foi arruinada porque os países participantes acreditavam que o Presidente americano estava a tentar impor negociações paralelas às das Nações Unidas. “Ninguém o levou a sério porque passou oito anos a fazer de conta que as alterações climáticas não existiam”, comentou David Bookbinder, responsável pelo clima na organização ambientalista Sierra Club, referindo-se a George W. Bush.

“Ao contrário, Obama leva esta questão muito, muito a sério e quer falar com todas as pessoas sobre o que fazer antes da conferência de Copenhaga”, acrescentou.

James Connaughton, antigo conselheiro de Bush para o Ambiente, disse que os motivos do antigo Presidente também estavam direccionados para o facilitar de um pacto da ONU. “A questão era ser capaz de informar e ajudar a acelerar o progresso nas Nações Unidas”.

O encontro será realizado de 27 a 28 de Abril e contará com a presença da Austrália, Brasil, Reino Unido, Canadá, China, União Europeia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Coreia do Sul, México, Rússia, África do Sul e Estados Unidos. A Dinamarca, anfitriã da conferência de Copenhaga em Dezembro, também foi convidada.

“A presença das grandes economias aumenta as nossas hipóteses de sucesso para conseguir um consenso em Copenhaga”, comentou Annie Petsonk, conselheira internacional para o Environmental Defense Fund, com sede nos Estados Unidos.

No entanto, será de notar a ausência dos países mais pobres e de alguns países em desenvolvimento. “Não vemos os países mais vulneráveis incluídos nestas discussões e era isso que gostaríamos de ver”, declarou Kim Carstensen, responsável pelo Clima na organização WWF.

  
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