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Foto: Adriano Miranda (arquivo)
Os terrenos são cedidos pela tutela liderada por Alberto Costa

Reclusos vão cultivar hortas para dar produtos a populações desfavorecidas
29.12.2008
Romana Borja-Santos

Que alguns voluntários dos Bancos Alimentares desenvolviam actividades junto de reclusos para promover a cidadania e a responsabilidade social não é novidade. A novidade é que chegou a oportunidade de retribuírem. A partir de amanhã, reclusos de cinco estabelecimentos prisionais distintos vão contar com 25 hectares de terreno para cultivar. Os produtos que conseguirem retirar da “Horta Solidária” serão distribuídos pelas populações mais desfavorecidas.

O acordo de cooperação entre a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome será assinado amanhã, às 15h30, na Quinta da Várzea, em Setúbal, e conta com a presença do ministro da Justiça, Alberto Costa.

“Horta Solidária” é o nome deste novo projecto que conta com terrenos cedidos pelo Ministério da Justiça a cinco estabelecimentos prisionais: Santa Cruz do Bispo, Alcoentre, Setúbal, Pinheiro da Cruz e Especial Leiria.

Assim que colherem os primeiros resultados do que semearam, os reclusos vão entregar os produtos aos Bancos Alimentares que, por sua vez, os fazem chegar a quem mais precisa. Esta é uma forma de agradecimento pelo projecto “Educar para a Cidadania”, através do qual voluntários de associações de caridade desenvolvem acções com os reclusos com o objectivo de lhes transmitir competências na área da cidadania e responsabilidade social.

  
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