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Foto: Gonçalo Português (arquivo)
Reciclagem de plástico: a Comissão Europeia apela ao desenvolvimento sustentável
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nickname
Por HV - Suíça
Eh pá, considerem HV o meu pseudónimo, heterónimo, o que quiserem! Que diferença vos faz se me chamo Manuel, João ou Floriano? Não me conhecem mesmo, e eu não pretendo ficar famoso pelos meus comentários! ;-) Façam de conta que no meu BI o meu nome é mesmo HV! Pode não aparecer no Dicionário Onomástico Etimológico, mas façam de conta que sim! Assim não se distraem com pormenores que não interessam e concentram-se directamente no argumento apresentado e a sua validade. Espero que se contentem com o facto de eu usar sempre o mesmo nickname, isto é, existe uma bijecção entre a minha pessoa e o nome que uso, o que matematicamente é mais do que suficiente! ;-)
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Ecologia
Por Rui Marcelino - Leiria,
Aprecio de uma forma peculiar todos aqueles que criticam e não dão a cara, porque são exatamente iguais aos que batem pelas costas e fogem no meio da multidão. Gosto de assinar quando escrevo, gosto de dizer o meu nome quando aperto uma mão. Mas sim, o nome não é assim tão importante.
Para mim, leigo em teorias da conspiração, leigo em legislação, leigo em muitas outras coisas do mundo, o que mais me custa, é andar na rua e pisar lixo e porcaria de animais, o que me custa, é respirar ar que quase não o é, o que me custa é ver fumo onde deveriam estar nuvens, lixo em vez de peixes....custa-me tudo um pouco. A ecologia pode ser uma moda nos dias de hoje, e é claro que hoje, ser ecológico pode ser uma boa forma de negócio. Não tenho nada contra. Se a Empresa X retirar todo "o lixo que tem no quintal " e o re-aproveitar, re-utilizar...reciclar, e depois formular uma poderosa campanha de marketing para aumentar as suas vendas, usando motivos ecológicos....para mim tudo bem, considero isso inteligente, e não tenho nada contra atitudes inteligentes.
Não tenho armas apontadas a ninguem, Évora e HV, e etc., para mim tanto faz, o que não gosto mesmo é de lixo e poluição.
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sustentação
Por HV - Suíça
Não me identifico?! HV não chega?! Não conheço ninguém de Évora, por isso de certeza que também não me conhece pessoalmente! Por isso, HV basta para me identificar no Público entre pessoas que não conheço, e é o nome que uso sempre! Querer mais que isso é resultado de uma cultura de perseguição, própria de uma KGB, a caça às bruxas de que falo ("caçar os HV deste mundo")! São estas pessoas, que não sabem nada de ciência mas gostam de ver TV e gostam de se ouvir, que leva empresas a terem medo da opinião formada dos esponjas-de-imprensa ignorantes, desta ditadura verde já instalada há uns anos por mentes fracas e facilmente influenciáveis. Critico mas não sustento?! Isso é mesmo próprio de cérebros mirrados que pensam que se pode formar um argumento cientificamente válido em 1200 caracteres. É preciso ler muito para perceber alguma coisa de clima, meu amigo! http://www.uoguelph.ca/%7Ermckitri/research/Climate_L.pdf é um bom começo, e também serve de parte do argumento que pede! Consciência ambiental?! Eu tenho muito em conta o ambiente e pauto pela sua preservação! Mas repudio fortemente a ignorância, e as medidas radicais que dela tentam derivar! Kyoto é um exemplo!
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Semana Verde: A ecologia começa a tornar-se central para as empresas 03.06.2008
Paulo Miguel Madeira, em Bruxelas
A Comissão Europeia considera ser necessário mudar a maneira como a sociedade produz e consome de modo a que se torne possível ter um desenvolvimento sustentável e pretende impor padrões obrigatórios de produção e consumo com vista a aproximar-se deste objectivo, e é por isso que este ano a sua Semana Verde, que teve início hoje em Bruxelas, decorre centrada no lema do uso sustentável dos recursos.
O mote e o cenário foram dados pelo comissário europeu do Ambiente, o grego Stavros Dimas, que no discurso que fez na sessão de abertura do evento afirmou também que a solução para um consumo sustentável é utilizar menos energia e menos matéria prima, pelo que “precisamos de pôr as nossas economias a fazer mais com menos”. Disse que proteger o ambiente cria empregos, num discurso em que teve um tom muito determinado quanto à necessidade e inevitabilidade de mudar a economia e a sociedade.
Stavros Dimas lembrou que desde 1987 a Terra perdeu cerca de 20 por cento da sua biodiversidade, o que testemunha a enorme pegada ecológica deixada pela produção humana. Para o responsável pela política europeia de Ambiente, “ainda estamos longe dos objectivos ambientais de base”, apesar de hoje “testemunharmos um novo nível de consciencialização das questões ambientais”, segundo a directora executiva do Programa da ONU para o Ambiente, Angela Cropper.
A atestar esta tese, Cropper disse que “vemos agora mais claramente os limites da produção e consumo” e lembrou que o assunto vai estar na agenda do encontro de Julho do G8 (o grupo dos oito principais países industrializados) – a questão ecológica “tornou-se central na sociedade”, rematou.
Mais verdades inconvenientes
Glosando o filme-documentário do ex-Presidente dos EUA Al Gore, a responsável da ONU, com sotaque americano e feições asiáticas, disse que “há mais verdades convenientes que precisam de ser abordadas” além da relativa às alterações climáticas, como é o caso da sustentabilidade da produção e consumo. O caminho, segundo disse, será afastarmo-nos do paradigma da sociedade que deita fora para passarmos a ser uma sociedade que recicla.
O presidente da Cadbury para a Europa, Chris van Steenbergen, deu a perspectiva empresarial da questão. Lembrou que há muitos anos que as empresas têm programas ambientais, mas disse que nos últimos anos a questão tornou-se mais premente.
“Os consumidores interessam-se mais pelo currículo ambiental das empresas, que nunca foram tão escrutinadas como agora”, afirmou, sem esquecer que se não produzirem porque não há, por exemplo água, também não vendem. Por isso a empresa definiu uma série de metas, como a redução em 50 por cento das emissões líquidas de carbono, ou produzir dez por cento menos embalagem. Não disse no entanto dentro de que prazo.
De acordo com os padrões actuais de produção e consumo dos europeus, se toda a população humana vivesse da mesma maneira, seriam nessessários 2,6 planetas Terra, lembrou director executivo da Footprint Nertwoork, Athis Wackernagel, para quem “a sustentabilidade não é só uma questão moral, é uma questão pragmática”.
Educação pública
Mas, lembrou Angela Cropper, um político que tomasse decisões radicias contra o bem-estar da sua base eleitoral seria muito estúpido”, a não ser que o eleitorado percebece as razões e concordasse com elas. Daí a importância que atribuiu à Semana Verde da Comissão Europeia, que apontou como “um exemplo de educação pública”.
E é disso que se trata. Até sexta-feira, largas dezenas de conferencistas abordam questões ligadas aos recursos e gestão dos lixos, consumo e produção sustentáveis, natureza e biodiversidade e alterações climáticas. Responsáveis políticos e da administração pública, académicos, membros de organizações não governamentais, há um pouco de tudo. E de muitas nacionalidades, mas nenhum dos conferencistas é português.
Entretanto, ao fim da tarde foram atribuídos os Prémios Europeus de Negócios para o Ambiente, em quatro categorias. A maior cooperativa de consumo do Reino Unido, o Co-operative Group, ganhou o Prémio de Gestão, atribuído devido à sua abordagem do desenvolvimento sustentável, em que identifica e mede anualmente impactos-chave de âmbito ambiental, social e ético.
Projectos de energia muito premiados
Na categoria Prémio de Produto o vencedor foi a Ertex-solar, da Áustria, pelas suas células fotovoltaicas de alta qualidade para a produção de energia solar, que podem ser aplicadas em edifícios sem necessidade de adaptações especiais de “design”.
O Prémio de Processo e o Prémio de Cooperação Internacional foram ambos para projectos no domínio do biodiesel. O primeiro foi para a Choren, da Alemanha, pelo processo que desenvolveu para “para produzir biofuel com elevado grau de pureza a partir de biomassa”, “que não utiliza plantas destinadas à alimentação”, com poucas emissões poluentes, é quase neutro em dióxido de carbono e compatível com a actual e futura tecnologia de motores diesel”, segundo o comunicado de imprensa distribuído.
Por seu lado, o Real Instituto Tropical dos Países Baixos venceu no domínio da cooperação, juntamente com a Mali BioCarburant. Trata-se de um projecto no Mali de produção de biodiesel sustentável a partir de nozes de jatropha, que é “resistente à seca e que pode crescer em solos não agrícolas”, ajudando a suplementar o rendimento dos agricultores.
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