Os reis da Suécia chegam amanhã a Portugal para uma visita oficial de três dias que será centrada na promoção das energias renováveis, área em que os dois países esperam estreitar a cooperação. Da visita, a primeira em duas décadas, faz também parte uma deslocação ao Alentejo com uma passagem pela barragem do Alqueva.
Depois das cerimónias protocolares, o rei Carlos XVI Gustavo, acompanhado pelo ministro do Ambiente e uma delegação de empresários suecos, visita amanhã o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), em Lisboa, para conhecer dois projectos pioneiros no domínio da energia eólica e solar. O tema volta a fazer parte da agenda na terça-feira, num simpósio sobre energias renováveis no Museu da Electricidade e no dia seguinte, durante a visita a uma fábrica de células fotoeléctricas em Évora.
Numa entrevista com jornalistas portugueses, no início da semana passada, o monarca sueco disse esperar que a visita contribua para a troca de experiências entre uma equipa de investigadores da universidade de Uppsala e peritos nacionais, já que “Portugal, pelo seu clima e história, encontrou soluções interessantes no que diz respeito aos painéis solares”.
No Alentejo, onde estarão acompanhados pelo ministro da Economia, os monarcas suecos vão visitar Évora e Monsaraz, estando prevista uma viagem de barco pela albufeira de Alqueva.
A rainha Sílvia mantém um programa próprio e visita durante a estadia em Lisboa instituições de solidariedade social e o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), na companhia do ministro para as Migrações sueco. A Suécia, dizem os monarcas, “tem tido grande abertura” para receber imigrantes e refugiados, mas “uma das grandes questões que enfrenta é a de como integrar estas pessoas”. “Queremos discutir e tentar descobrir alguns métodos interessantes que Portugal esteja a usar”, ainda que “os contextos e os problemas possam ser diferentes”, explicou o rei sueco.