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Foto: Miguel Madeira (arquivo)
A Quercus diz que está a aumentar a ameaça sobre os montados de sobro e de azinho, duas espécies protegidas
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Abram os olhos e olhem, visitem e conheçam depois critiquem.
Por joão - beja
Reparei na maioria dos sítios de onde eram as pessoas que postaram comentários e verifiquei que eram na generalidade dos casos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. A minha sugestão é porque não se deslocam ao interior de país não para olhar através da janela do carro, mas para conhecer as pessoas que a vivem, sei que adoram ver uma paisagem deserta de pessoas e chegar a uma aldeia encontrar os homens velhos com certeza no largo. Eu que sou alentejano e que trabalho para os nossos amigos espanhóis porque não à outra alternativa onde moro, gostaria que soubessem que a maioria dos investimentos que aqui se fazem são com recurso a capital alheio (empréstimos a bancos portugueses), seria tempo de deixarem as vossas cadeiras que tão confortáveis são e agirem, para que a vossas palavras tenham alguma força, poderiam nos mostrar começando por adquirir zonas de montado e mostrar a sua multifuncionalidade: apicultura, ervas aromáticas, utilização de espécies pecuárias como o gado bovino, caprino, ovino e suíno que aproveitam de diferentes maneiras os diversos extratos vegetais (arbóreos, arbustivos, frutos e até fungos no caso do porco) produção extensiva de cereais tudo em modo biologico e mais o agroturismo, onde os quartos vão estar repletos de turistas norte europeus dispostos a usufruírem de um Inverno frio e chuvoso e um verão com temperaturas a rondar os 40 ºC. Acordem!!!. É mentira quando dizem olival contribui para a erosão do solo, actualmente da maioria (maioria não totalidade) dos olivais plantados nos últimos 5 anos utiliza-se a mão mobilização no solo com recurso a herbicidas na linha de árvores em que 40% do solo fica coberto por vegetação espontânea, e a partir dos 7 anos de idade com o crescimento das copas das oliveiras fica quase na sua totalidade coberto do impacto da chuva principal motivo de erosão no nosso clima, os estudos científicos comprovam exactamente o que digo. Pelo contrario no olival biológico todos os anos se fazem normalmente duas vezes uma mobilização do solo que fica nu na sua maioria pois a densidade de árvores é baixa contribuindo claro está para a erosão dos solos. Só referi a erosão porque é argumento mais utilizado em blogs mas existem mais argumentos que demonstram o que digo e até para outras prácticas agrícolas. Sei que to olival intensivo também têm muitos pontos negativos e estou disposto a discuti-los e pensar em alternativas. Quanto a 600 azinheiras em 700 hectares dá menos que uma árvore por campo de futebol, ponham uma azinheira no estádio da luz e chamem-lhe montado! Muitos de vocês nem sabem a diferença entre uma azinheira e um sobreiro, sei que isto não justifica o todas as más ações que se comentem mas dava alguma moralidade às vossas palavras.
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Mais uma monocultura milagrosa! Parece que desta é que é de vez....
Por Pedro Santos - Covilhã
Algo está mal com o código genético deste povo quando, de forma cíclica, continuamos a não aprender com os erros do passado; ou seja, e neste caso concreto, com os erros das monoculturas agrícolas/florestais.
De "x em x" tempo aparece mais uma monocultura miraculosa: primeiro foi a monocultura do trigo; resultado: desertificação dos solos em grande parte do interior alentejano e algarvio transformado em "pré-deserto" e no consequentente despovoamento. Depois foi a monocultura do pinheiro e a do eucalipto (que até seria uma espécie de "petróleo verde"); resultado: desertificação e despovoamento do Interior Centro.
Agora chega-nos o milagre da "monocultura do olival intensivo". Parece que é desta é que os alentejanos vão enriquecer e os seus filhos vão parar de emigrar para Lisboa ou para o estrangeiro...Desta é que o milagre vai acontecer!
Com certeza que há espaço no país para o trigo, o pinheiro, o eucalipto ou o olival. O problema deste país é que as coisas não são planeadas, são feitas do género "8 ou 80", ou seja, embarca-se em "modas", planta-se tudo a eito, sem sequer pensar se as terras estarão ou não preparadas para esse tpo de exploração intensiva.
Será que não aprenderam nada com a desertificação dos campos de Castro Verde?
Claro que se eu fosse dono de uma herdade e tivesse ganho uma pipa de massa a vender a minha terra aos espanhóis, também viria para aqui insultar (porque não têm outo tipo de argumentos) aqueles que pensam de maneira diferente.
Cada um acredita nos milagres que quer...cá estaremos daqui a uns anos quando este "milagre" falhar, quando mais terras ficarem esgotadas e reservas de água inutlizadas, abraçando de braços abertos a próxima "monocultura milagrosa".
P.S.- A nacionalidade dos plantadores do olival é irrelevante para o caso. E é pena que o debate se centre nesse ponto.
Parabéns aos responsáveis da agricultura da Beira Interior que vão reconverter milhares de hectares de olival tradicional em olival biológico e plantar mais hectares de olival não intensivo. Ainda há gente que aposta no futuro sustentado e não no "conto do vigário".
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Mentes iluminadas!
Por Maria Ferreira - Leiria, Portugal
Para todos os comentadores dotados de mentes iluminadas e que não sabem que para arrancar azinheiras é necessária uma autorização especial e que acham que os portugueses não sabem tratar de um olival nem sequer fazer azeite, porque não vão a Campo Maior e ficam a saber o que sabemos fazer? Para falar do Sr Jerónimo de Sousa os Sr comentadores teriam que passar por muita coisa que nem sonham... Quanto à culpa dos comunistas, de facto não foram eles que fizeram o 25 de Abril, mas sim os militares que estavam fartos de cometer atrocidades, de sofrer e de verem os seus companheiros morrer em nome de um País que se ía afundando, mas é graças ao 25 de Abril que podemos comentar estas noticias e que podemos aceder a elas. Tenham vergonha e ilucidem-se antes de comentar a torto e a direito.
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Quercus denuncia abate ilegal de azinheiras por empresários espanhóis 23.03.2008
Lusa
A associação ambientalista Quercus acusa empresários espanhóis de promoverem o abate ilegal de centenas de azinheiras no Alentejo e exige a abertura de um processo de averiguações e a plantação de novas árvores desta espécie protegida.
Em comunicado, a associação afirma que está a aumentar a ameaça sobre os montados de sobro e de azinho, duas espécies protegidas em Portugal, uma vez que empresários espanhóis pretendem plantar olival intensivo nas inúmeras herdades alentejanas que têm vindo a comprar nos últimos anos.
“O precedente surgiu no caso do Monte Espada, entre Santiago do Cacém e Aljustrel, quando um empresário espanhol abateu mais de 600 azinheiras e 50 sobreiros, num único fim-de-semana”, denuncia a Quercus, adiantando que uma parte da operação foi autorizada pelos serviços da Circunscrição Florestal do Sul, mas outra parte resultou de um abate ilegal.
De acordo com os ambientalistas, o mesmo terá acontecido na Herdade da Ínsua, localizada junto ao rio Guadiana, no concelho de Serpa, uma propriedade adquirida no ano passado por uma empresa espanhola com o objectivo de plantar olival intensivo numa área onde existiam cerca de 700 hectares de montado de azinho.
Queixas sem resposta
“Foi efectuado um abate ilegal de azinheiras. Posteriormente foi requerido o abate de 613 árvores adultas, muitas delas centenárias, tendo sido emitida autorização (...) através da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), alegadamente por se encontrarem secas ou doentes”, adianta a associação, que “estranha” o ocorrido, uma vez que “o arvoredo se encontrava maioritariamente verde”.
No âmbito deste caso, a Quercus apresentou duas queixas desde 15 de Fevereiro junto da Circunscrição Florestal do Sul da DGRF, mas afirma não ter obtido qualquer resposta até ao momento.
A associação diz ter tido, entretanto, conhecimento de que as autoridades suspenderam a autorização de abate, por constatarem a existência de muitas árvores aparentemente saudáveis. No entanto, adianta, a empresa espanhola continuou a cortar as azinheiras, “destruindo a prova essencial para a sua responsabilização”.
Perante estas situações, a Quercus “exige uma peritagem e o embargo efectivo da acção, devendo ser reposta a legalidade com a plantação de novas azinheiras e interditando a plantação de olival intensivo pelo período de 25 anos”.
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