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Foto: Paulo Ricca (arquivo)
O Tua é dos poucos rios em Portugal que permite a prática de Águas Bravas durante todo o ano

Trinta canoístas de todo o país alertam para potencial turístico e protestam contra barragem no rio Tua
05.02.2008
Lusa

Cerca de 30 canoístas de todo o país concentraram-se hoje no Tua para dar a conhecer o potencial deste rio transmontano para a prática da canoagem em águas bravas e protestar contra a construção de uma barragem.

"Com o propósito de enaltecer as excelentes condições que este lindíssimo rio proporciona para a prática das Águas Bravas, pretendemos alertar as autoridades competentes e governantes para a importância que este rio tem na política do Turismo desta região", explicou Leonel Castro, da organização da iniciativa.

O rio Tua é "dos poucos rios em Portugal que permite a prática de Águas Bravas durante todo o ano, representando assim uma excelente oportunidade de negócio para as empresas de descidas em rafting que ainda não está explorada", acrescentou.

O grupo fez a descida entre Brunheda e a foz do Tua, uma zona conhecida como "garganta do Tua", num percurso de cerca de 18 quilómetros. Segundo Leonel castro, este é "um dos percursos mais espectaculares do país".

"Além de toda a fauna e flora endógenas que podemos apreciar, o rio Tua oferece um serviço fantástico: o comboio", disse.

O comboio da Linha do Tua, "além de proporcionar paisagens fantásticas, facilita-nos a logística, uma vez que nos permite deslocar da foz até Brunheda para depois fazermos a descida em kayak", acrescentou.

"Este percurso tem sido um dos eleitos dos canoístas estrangeiros que visitam o nosso país", frisou, referindo irlandeses, russos, espanhóis, suíços, franceses e noruegueses.

Leonel Castro apela, por isso, às autoridades para "repensarem" a questão da construção da barragem na zona onde o Tua desagua no rio Douro.

"Poderá ser muito importante para as nossas reservas energéticas, mas irá certamente 'afogar' o potencial turístico da região", considerou.

A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, admitiu recentemente que a construção da Barragem projectada para o rio Tua poderá levar ao encerramento da linha ferroviária que serve aquela região.

  
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