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Foto: Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo)
O Grupo Abertis promete investir 370 milhões de euros e criar seis mil postos de trabalho directos e 14 mil indirectos
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De Vila franca de Xira
Por Anónimo - Vila Franca de Xira
Meus amigos, a D. Maria da Luz Rosinha, e o Sr. Socrates, leram a mesma cartilha, e como são incompetentes, na minha opinião já foram despedidos.(sem mais conversas)
Um abaixo assinado para por estes senhores deixarem de roubar os Portugueses...
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Máfia à solta
Por JM - F.Casa
Mafiosos!
Será que Portugal dispõe assim de tantos terrenos com aquela aptidão agricola?
Num país destes, para que serve um ministro do ambiente?
Mal empregue o vencimento que recebe!
Perante a minha impotência, apenas grito: Criminosos!
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Comentário aos comentários
Por Rita Teixeira - Lisboa
Sempre que vejo notícias desta natureza tenho curiosidade de ler o tipo de comentários que lhe são feitos. Normalmente não faço comentários, mas depois do que li apeteceu-me fazer comentários aos próprios comentários.
Pois, para além de profissional da área do ambiente, sou uma apaixonada por tudo o que é natureza: gosto de desfrutar de bons passeios por prados verdejantes, de fazer observação de aves, etc..., pelo que tenho sempre interesse em aferir as motivações de outras pessoas nesta matéria. Fico agradada por as questões ambientais moverem cada vez mais opiniões em sua defesa, mas desiludida quando constato que essas opiniões morrem, em muitos casos, logo pela base, quando invocam argumentos baseados em fundamentalismos extremos, pura falta de conhecimento da realidade que têm subjacente, não passando, muitos deles, de comentários do "não" pelo "não".
Parece que há uma espécie de moda em que se procura contestar e criticar tudo o que é feito: pelos políticos que "não passam de uns corruptos à mercê dos interesses económicos", dos empresários "que não passam dos gananciosos do dinheiro", em Portugal pois nos "outros países muito desenvolvidos é que é bom por isto e aquilo"; e coitadinho do "povinho" que tem de se sujeitar a esta panóplia toda de interesses e desinteresses que para aqui andam...
Estou cansada desta conversa pequena, desvirtuada, não fundamentada que só faz andar constantemente para trás, de quem se julga o bonzinho do filme "O Bom, o Mau e o Vilão". Então, agora em matéria de ambiente existem umas quantas pessoas que consideram que preservação do ambiente é sinónimo de não construção, de não crescimento, de não proliferação, de nada em absoluto. Mais ainda, são capazes de criticar tudo e todos, porque a culpa, claro está, é sempre dos outros: dos políticos, dos empresários, dos "grandalhões"; mas no entanto são capazes de ir todos os dias de Almada para o Marquês de Pombal de carro, de andar no fim-de-semana em motas de água nas praias, de atirar umas beatas de cigarro para o chão...enfim...
Não nos deixemos cair em "lugares comuns", não nos deixemos cair no dar opiniões sem se saber do que de facto se está a falar...Por exemplo, quando se diz que este projecto vai ter impactes gravíssimos em termos de cheias no Tejo, alguém sabe de facto do que está a falar? Alguém de facto leu o estudo e sabe se assim é ou não? Quando se fala que o projecto será implantado numa zona de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica, alguém sabe de facto quais os impactes ambientais que advêm desse facto? Alguém sabe também como foram definidas as áreas de Reserva Ecológica e Agrícola em Portugal? Pergunto, quando alguém dos tão propensos "ambientalistas" quer a sua casinha virada para o mar preocupa-se com o tipo de zona que vai afectar?
Outro comentário que me faz urticária tem a ver com o dizer-se que neste país se faz tudo o que se quer, alguém tem noção que temos uma das legislações ambientais mais restritivas e uma das administrações públicas mais fundamentalistas, que impõe, muitas e muitas vezes, medidas, a meu ver, completamente estapafurdias (que se julgam muito em prol do ambiente), mas que no fundo revelam grande falta de visão integrada das questões económicas, ambientais e sociais, sendo uma das razões para a fuga de investimento internacional tão necessário para a promoção da economia portuguesa, do bem-estar das populações, bem como, de forma directa e indirecta da própria componente ambiental.
Para já não falar das tão idónias associações ambientalistas que se julgam muito acima de todos os interesses e são, muitas delas, a ter ligações duvidosas ao poder político e económico; ou então pura e simplesmente geridas por pessoas extremamente fundamentalistas, que, inclusivamente, há uns anos atrás eram contra todos os projectos de parques eólicos que se queriam fazer no país por causa dos impactes sobre a avifauna. Mas que agora parece que finalmente parecem ter percebido que os impactes positivos que destes advêm se sobrepõem aos negativos.
Sou a primeira a estar contra projectos que, fundamentadamente, se revelem, no cômputo geral, ter mais impactes negativos do que positivos. Mas sou, também, uma das primeiras a defender projectos com impactes positivos em termos económicos e sociais e que procurem de forma assertiva minimizar os impactes ambientais a eles associados, como me parece ser este depois de ter lido o Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental.
Sou acérrima defensora e procuro ser sempre percursora de tudo o que tenha em vista o equílibrio entre o
Homem e o Planeta em que vive, numa base de harmonia e complentaridade mútua, não invocando nunca as questões ambientais sobre as economias e sociais ou vice-versa. Tudo tem de ser conjugado e integrado de modo a ser sustentável.
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Ministério do Ambiente dá luz verde a plataforma logística em leito de cheia do Tejo 10.01.2008
Ricardo Garcia
O Ministério do Ambiente aprovou a construção da Plataforma Logística de Lisboa Norte, um projecto PIN (de "potencial interesse nacional", segundo o Governo) que ficará sobre terrenos inundáveis às margens do Tejo, em Vila Franca de Xira. O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, assinou sexta-feira uma declaração de impacte ambiental favorável ao empreendimento do grupo espanhol Abertis, mas com uma série de condicionantes.
Entre elas está a revisão do projecto de regularização hidráulica e a realização de estudos para avaliar, afinal, quais são os riscos de inundação na zona do projecto. Agricultores temem que a plataforma agrave as cheias nas áreas adjacentes.
A plataforma logística vai ocupar inicialmente 100 hectares de terrenos, em Castanheira do Ribatejo, junto à Linha do Norte da CP e a curta distância do Tejo. Implica a construção de um extenso aterro, sobre o qual ficarão grandes armazéns, edifícios de apoio, áreas de estacionamento e zonas de comércio e de negócios. Hoje, a zona é essencialmente agrícola.
A declaração de impacte ambiental salienta que o projecto terá consequências negativas substanciais. A zona de implantação colide com a Reserva Ecológica Nacional e a Reserva Agrícola Nacional. Está em "leito de máxima cheia do rio Tejo" e confina com "espaços naturais de grande sensibilidade". Além disso, a construção implicará uma grande sobrecarga na rede viária da região.
O Grupo Abertis promete investir 370 milhões de euros e criar seis mil postos de trabalho directos e 14 mil indirectos. Ambientalistas têm sustentado que há alternativas menos gravosas de localização. Uma delas seria a zona do Sobralinho, que o próprio Governo apontou como local para uma plataforma do género, no seu Plano Portugal Logístico, de Maio de 2006. O projecto da Abertis não estava na lista de 11 plataformas previstas nesse plano.
Em termos de transportes, o Ministério do Ambiente espera ganhos ambientais apenas quando a plataforma estiver servida por camiões, comboios e barcos. Mas ainda não está definido nem o traçado ferroviário, nem a ligação a um futuro cais fluvial.
O promotor terá três anos para viabilizar a conexão entre os diferentes modos de transporte, exige o Ministério do Ambiente. E, entretanto, não poderá ocupar os terrenos com "acções desnecessárias e prejudiciais".
Para viabilizar o projecto, o Governo já suspendeu parcialmente dois planos de ordenamento: o PDM de Vila Franca de Xira, que classifica aquela zona como agrícola; e o Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa, que tem várias disposições contrárias ao empreendimento.
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A Galp Energia lançou em Março o Programa de Mobilidade Sustentável, um projecto a longo prazo que numa primeira fase, dará destaque à mobilidade sustentável.
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Este ano, o Carnaval de Loures é dedicado ao tema "Ecologia". De 14 a 16 de Fevereiro, 1500 figurantes e 15 carros alegóricos vão levar às ruas da cidade a água, o fogo, o ar, a terra e os animais que habitam na Terra. É um convite a uma viagem ao mundo natural, desde as florestas mais exuberantes até às quentes savanas africanas. |
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