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Foto: J.P. Moczulski/Reuters
Este prémio tem ainda mais significado porque tenho a honra de o dividir com o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, disse Gore
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Razões para um prémio
Por Pedro Damas - Lisboa
Se alguém não entende porque se deu um prêmio Nobel da Paz devido às alterações climáticas, sugiro que usem um pouco do tempo em que andam para aí a espalhar ignorância e pesquisem o que o Al Gore anda a dizer aos americanos sobre a relação entre o aquecimento global e o Darfur. Ele chama-lhe o primeiro conflito devido à "crise do clima", devido às secas prolongadas no Sudão. Quem procurar um pouco, vai "descobrir" também que boa parte dos parte dos conflitos do Médio Oriente, especialmente na Palestina e em Israel, não se devem ao petróleo, mas à escassez de água. Um militar disse uma vez que "nos conflitos, os amadores discutem estratégias, os profissionais discutem logística." Os americanos têm a máquina de guerra que têm no Golfo porque querem garantir o seu acesso ao petróleo. A situação no Darfur continua porque os chineses querem o petróleo sudanês. O Comité Nobel marcou a sua posição dizendo que a melhor forma de resolver conflitos, é evitá-los em primeiro lugar, garantindo que todos têm direito à sua parte deste mundo. Por isso no passado deram o prémio a Mohamed Yunus, pelo Grameem Bank, que empresta dinheiro sem garantias aos pobres.
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Tenham Vergonha
Por Joao Cabral - Coimbra
É extraordinário assistir aos extremos de cegueira que determinados comentários deixados neste blogue manifestam. Também não sou um adepto fervoroso dos Estados Unidos, mas pelo menos sei reconhecer o mérito e o valor naqueles que o demonstram. O problema é que todos gostam de escrever sobre aquilo de que nada percebem. A defesa do ambiente foi uma luta assumida pelo Al Gore há mais de 20 anos e que ele concretizou em diversas iniciativas legislativas e tratados internacionais enquanto vice-presidente dos Estados Unidos. Aliás, a defesa do ambiente foi um dos factores - se não o mais importante - que o levou a perder as eleições contra Bush. Efectivamente, estados tradicionalmente democráticos - como a Virginia - mas cuja economia se encontrava excessivamente dependente de combustíveis fosseis votaram pela primeira vez republicano com receio que o ecologismo verde assumido pelo Gore pudesse vir a debilitar a riqueza e o crescimento da região. E para tal contribuiu quer a campanha alarmista que Bush fez a publicitar esse pretenso perigo, quer a incapacidade de muitos para ultrapassarem preconceitos e divisarem o real valor das pessoas e das suas causas - como é o caso de alguns comentadores deste site. Já agora, o Sr. Ze Manel, o Sr. João Silva ou o Sr. Joao Dias devem ser uns especialistas em politica internacional para colocarem em dúvida o mérito do prémio mais prestigiado a nível mundial. Ou então têm que estudar um pouco mais
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Última oportunidade.
Por Anónimo - Coimbra
Fantástica e muito merecida esta atribuição. Se não tivessem acontecido as ilegalidades na Flórida aquando das presidenciais americanas que colocaram Bush na presidência, apesar deste último ter sido menos votado que Gore, certamente o mundo seria muito melhor hoje em dia. Já nessa altura Al Gore defendia que o combate às alterações climáticas deveriam ser a prioridade do seu governo. Quanto aos comentários de alguns leitores, é fácil perceber a inflamação ideológica que lhes corre nas veias e que não lhes permite avaliar a realidade convenientemente. Os bombardeamentos da NATO na Ex-Jugoslávia, por muito controversos que tenham sido, vieram por fim ao genocídio dos albaneses no Kosovo, e apesar de nem tudo ter corrido como planeado e de posteriormente também alguns sérvios infelizmente terem sofrido represálias, a verdade é que só quem não esteja dentro do assunto ou não perceba nada de política internacional pode em consciência afirmar que a intervenção de 1999 não acabou por salvar várias dezenas de milhar de seres humanos a mais do que aqueles que atingiu. Da minha parte, e sem que tal me trouxesse nenhuma satisfação, se tivesse que alguma vez ter de ser colocado perante a opção de ficar parado e observar um grotesco genocídio de dezenas de milhar de pessoas a ocorrer, ou efectuar uma intervenção militar estratégica que obviamente como todas terá os danos colaterais de algumas centenas,estou certo de qual seria a minha decisão e a de qualquer ser humano sensível. Provavelmente nunca mais dormiria de consciência tranquila, mas se não agisse e ficasse parado a observar, então tal significaria que nem teria consciência, aí sim, seria um monstro.
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Al Gore diz-se "honrado" com o Nobel da Paz 12.10.2007
AFP
O ex-vice-presidente norte-americano, Al Gore, a quem hoje foi atribuído o Nobel da Paz pela sua luta contra as alterações climáticas, afirmou estar "honrado" com a distinção e anunciou que irá doar o prémio à sua Aliança para a Protecção do Clima.
"Estou profundamente honrado por receber o Prémio Nobel da Paz", afirmou Gore em comunicado.
"Este prémio tem ainda mais significado porque tenho a honra de o dividir com o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas - o eminente corpo científico mundial devotado a melhorar os nossos conhecimentos sobre a crise climática -, um grupo cujos membros trabalham sem descanso e de forma altruísta há vários anos".
Al Gore anunciou ainda que irá doar a sua parte do prémio à Aliança para a Protecção do Clima.
"A minha mulher, Tipper, e eu, doaremos cem por cento do prémio à Aliança para a Protecção do Clima, uma organização sem fins lucrativos devotada a mudar a opinião pública norte-americana e internacional acerca da urgência da resolução da crise climática", indicou.
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A Galp Energia lançou em Março o Programa de Mobilidade Sustentável, um projecto a longo prazo que numa primeira fase, dará destaque à mobilidade sustentável.
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Veja aqui como
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Este ano, o Carnaval de Loures é dedicado ao tema "Ecologia". De 14 a 16 de Fevereiro, 1500 figurantes e 15 carros alegóricos vão levar às ruas da cidade a água, o fogo, o ar, a terra e os animais que habitam na Terra. É um convite a uma viagem ao mundo natural, desde as florestas mais exuberantes até às quentes savanas africanas. |
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