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Foto: Luís Ramos/PÚBLICO (arquivo)
Bruxelas considera positivas as medidas de compensação apresentadas por Lisboa

Partido ecologista “Os Verdes” condena decisão de avançar com barragem no Baixo Sabor
30.08.2007
PUBLICO.PT

O Partido ecologista “Os Verdes” condenou hoje o avanço da construção da barragem no Baixo Sabor que vai implicar uma “intervenção irreversível”. As obras devem começar no início de 2008.

“Esta é uma opção com graves impactes na conservação da natureza, nomeadamente em relação a espécies prioritárias e à utilização de áreas RAN, REN, Rede Natura 2000 e ZPE (Zona de Protecção Especial), que mais se sujeita a lobbies económicos do que ao interesse nacional”, escreve o partido em comunicado.

Ontem, o ministro da Economia Manuel Pinho anunciou em conferência de imprensa que a Comissão Europeia arquivou o processo de infracção contra Portugal e que, por isso, a construção da barragem deverá começar no início de 2008.

A Comissão Europeia disse ao PÚBLICO que decidiu ontem adiar levar Portugal a tribunal europeu porque viu como positivas as medidas de compensação apresentadas por Lisboa. No entanto, ainda decorre o processo de análise e uma solução final só deverá acontecer no Outono.

O partido ecologista acusa o Governo de “falta de estratégia e de visão de futuro, privilegiando a construção de grandes infra-estruturas com avultados impactes económicos, sociais e ambientais numa lógica de incessante produção eléctrica sem equacionar outras medidas que possam não só fazer face ao crescente consumo e produção eléctricos mas também ao combate às alterações climáticas”.

Como alternativas, o partido propõe a poupança e eficiência energéticas e a aposta na energia solar térmica e outras renováveis, apostar no planeamento da produção eléctrica descentralizada e mais próxima do consumo, reduzindo perdas no transporte de electricidade. Além disso, defende uma “gestão da produção eléctrica com base na procura e não na oferta, como acontece actualmente”.

O partido acusa a Comissão Europeia de “relegar para segundo plano a protecção da Natureza (...) numa real contradição com a legislação que produz, a qual os Estados estão obrigados a adoptar e cumprir”.

  
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