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Foto: Pedro Cunha/PÚBLICO
Rui Pereira diz que a GNR fez o que devia

Transgénicos: MAI sustenta que GNR "fez exactamente o que deveria ter feito" em Silves
20.08.2007
Lusa

O ministro da Administração Interna considerou hoje que a GNR "fez exactamente o que deveria ter feito" no caso da destruição de um campo de milho transgénico em Silves.

Rui Pereira garantiu, também, que os responsáveis pela destruição vão ser responsabilizados criminalmente.

"A GNR, com os meios que tinha ao seu alcance, fez exactamente aquilo que deveria ter feito", sublinhou Rui Pereira.

Cerca de 100 activistas contra os organismos geneticamente modificados destruíram, sexta-feira, cerca de um hectare de milho transgénico cultivado legalmente na Herdade da Lameira, em Silves, numa iniciativa da associação ambientalista Verde Eufémia.

Sábado, em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do PSD considerou que o ministro da Administração Interna devia esclarecer publicamente a atitude "passiva" dos agentes da GNR perante a destruição.

Miguel Macedo criticou, concretamente, a "passividade" e "complacência" dos elementos da GNR que presenciaram a acção.

"Foi muito grave, tanto mais porque aconteceu perante a passividade e complacência da GNR, que assistiu à destruição impune de propriedade privada", sustentou Miguel Macedo.

Para o ministro da Administração Interna, a GNR "actuou rápida e eficazmente, respeitando o princípio da necessidade de adequação e proporcionalidade, consagrado na Constituição".

Rui Pereira acrescentou que a GNR "cumpriu a sua missão com competência, pôs fim a um acto inadmissível de vandalização da propriedade privada, evitou que os manifestantes continuassem a destruir o campo de milho e obstou a que houvesse confrontos pessoais, com ofensas à integridade física".

O ministro salientou ainda que a GNR identificou os principais autores da manifestação, "que incorrem num crime de dano", seguindo-se agora "o competente processo-crime, dirigido pelo Ministério Público".

O proprietário da Herdade da Lameira, que "sofreu após o sucedido um princípio de ataque cardíaco", vai apresentar queixa às autoridades contra os participantes na acção, disse à Lusa o técnico que presta assistência àquela cultura, Luís Grifo.

O crime de dano de propriedade prevê uma pena de multa ou prisão até três anos.

  
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