O programa espanhol de criação de linces em cativeiro diz que nove fêmeas deverão dar à luz nos próximos dias no Centro El Acebuche, em Doñana, o que permite aumentar a diversidade genética desta espécie em risco de extinção.
Astrid Vargas, directora do programa de criação de linces em cativeiro - que arrancou em 2003 -, disse que os nascimentos iminentes vão produzir-se em melhores condições, graças à utilização de novas técnicas fisiológicas, sanitárias e etológicas, citou hoje o “El Mundo” online.
Este ano, os técnicos do Centro El Acebuche aplicaram novas técnicas para conhecer melhor a gestação deste felino.
Em 2005 nasceram três crias de um parto e no ano passado nasceram seis crias de três partos.
O empobrecimento da variabilidade genética nas populações de lince-ibérico (Lynx pardinus) é uma das maiores ameaças à sobrevivência da espécie, da qual se estima existirem apenas 200 exemplares na Península Ibérica.
Espanha tem ainda outro centro de criação em cativeiro, em Jaén, que, segundo o jornal, vai receber este ano uma dezena de linces que começarão a reproduzir-se a partir de 2008. Além de El Acebuche e Jaén, a rede de centros de criação em cativeiro vai inclui Córdova, Granadilla e o Algarve.
A veterinária Astrid Vargas - que já trabalhou nos Estados Unidos para o US Fish and Wildlife Service - fixa em 60 o número mínimo de crias para garantir a diversidade genética e para se poder começar a reintroduzir este felino na Península Ibérica. Isso deve acontecer em 2010.
Em Portugal, o lince-ibérico foi dado como “virtualmente extinto”.